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6.os NOSSos gestores

rui teixeira

Que balanço faz de 2017? Quais foram os maiores desafios?

A Lei de Murphy diz que tudo o que pode correr mal, vai correr mal, mas a robustez do portefólio da EDP e a qualidade das equipas demonstra o contrário. 2017 foi um ano que coincidiu o fim dos CMEC, passando toda a capacidade convencional em Portugal a ficar exposta a mercado, com seca extrema na Península Ibérica e com um ataque regulatório e político em Portugal sem precedentes, com impactos significativos no valor para os acionistas.

Mas foi também um ano em que se confirma a preferência dos clientes pela EDP, com um crescimento de 4% para 5.3 milhões de clientes, o crescimento em capacidade renovável, a entrada no negócio do transporte de energia no Brasil e uma gestão de portfolio que permitiu cristalizar valor com a venda de redes de gás em Espanha e o aumento da participação na EDP Renováveis. Uma gestão muito enfocada da dívida permitiu obter o nível de investment grade  por todas as agências de rating.

A EDP foi também reconhecida pela sua estratégia de desenvolvimento sustentável, atingindo a 1ª posição no ranking de utilities integradas do Down Jones Sustainability Index, e com a melhor pontuação dos últimos 10 anos. É o reflexo da estratégia da EDP, da gestão das operações e do envolvimento com a sociedade, com uma participação ativa em fóruns internacionais como o World Business Council for Sustainable Development, Sustainable Energy for All.

Que factos se destacam nas diferentes áreas de que é responsável?

2017 ficará na história da EDP Produção como um ano de mudança. Com o fim dos CMEC, toda a sua capacidade instalada fica sujeita às condições e volatilidade do mercado, e foi o ano de conclusão dos grandes projetos hidroelétricos em Portugal, o fim de um plano que, ao longo de 10 anos, instalou mais de 2 GW num investimento total de mais de 2.3 mil milhões de euros.

A agenda estratégica da EDP Produção ajustou-se, assim, para um maior enfoque na otimização dos mais de 10 GW de capacidade instalada e em operação. Para tal, ajustou-se a estrutura organizativa para aproximar aos ativos todo o know-how técnico acumulado na engenharia e construção, continuou-se a implementação de uma estratégia de O&M baseada em risco, e iniciou-se uma jornada de aceleração digital através do contrato assinado com a GE Power Digital, que abrangerá a capacidade instalada na Península Ibérica.

A EDP Produção foi reconhecida pela excelência na engenharia Portuguesa, com o prémio Secil atribuída à obra do Baixo Sabor, registou uma descida significativa de 71% no número de acidentes face a 2016, e teve uma participação ativa na resposta aos incêndios que afetaram o país, voluntariando as suas competências para ajudar à reconstrução nas zonas mais afetadas. São exemplos que ilustram bem como são, realmente, as pessoas, o seu empenho e dedicação que permitem a empresa ser reconhecida como uma referência.