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6.os NOSSos gestores

João
Marques da Cruz

Que balanço faz de 2017? Quais foram os maiores desafios?

O ano de 2017 culminou o processo de desenvolvimento da central hídrica de San Gaban III (209MW), no Perú, iniciado em 2014, através do início da sua construção física e conclusão do respetivo financiamento, através da participada Hydro Global.

Adicionalmente, a partir do segundo trimestre, esta empresa iniciou a negociação da aquisição dum pipeline na Colômbia, incluindo um projeto licenciado (170MW) e 2 conjuntos de projetos em cascata em fase de licenciamento (600MW).

Relativamente à Labelec, continuou-se o reforço das atividades laboratoriais e de R&D e obtiveram-se os primeiros resultados da reconfiguração das atividades internacionais que se iniciou em 2016.

O nível de rentabilidade dos laboratórios foi aumentado, através do crescimento das prestações de serviços – em especial para clientes externos ao Grupo – e a melhoria da produtividade.

Nas atividades de R&D reajustámos o perfil do nosso portfolio de projetos preferindo participar em mais projetos com menor dimensão unitária para desse modo reduzir o risco de dependência.

Na área de prestação de serviços internacionais centrámo-nos em mercados específicos: Macau, China, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Moçambique e em clientes de qualidade: CTG, instituições multilaterais, agencias de cooperação e bancos de investimento.

Que factos se destacam nas diferentes áreas de que é responsável?

Em 2018, a Hydro Global tem como principal objetivo consolidar a sua presença regional na América latina.

A identificação de contratos de aquisição de energia (PPA) que permitam concretizar pelo menos um projeto adicional no Perú e o estabelecimento duma presença permanente na Colômbia alicerçada no pipeline identificado são vetores prioritários da estratégia da empresa.

Simultaneamente, a atividade de desenvolvimento negócios vai focar-se nos restantes países “investment grade” da região (México e Chile), não deixando de analisar oportunidades noutras geografias, designadamente em Moçambique.

De destacar ainda que, enquanto primeiro caso de empresa sob controlo partilhado com a China Three Gorges (CTG), a Hydro Global enfrenta responsabilidades e desafios organizacionais específicos e pretende posicionar-se como um “laboratório” operacional da parceria estratégica EDP/CTG na identificação de potenciais sinergias e melhores práticas, bem como no âmbito da interação entre as duas culturas empresariais.

Na Labelec destaco o arranque do novo laboratório de smart grids, a passagem à fase de “operação de rotina” das inspeções com “drones”, as iniciativas no domínio da digitalização e a realização do Labora 2017.

Nas atividades de R&D destaco 10 projetos nas esferas do armazenamento de energia, gestão de flexibilidade e redes inteligentes e um animador pipeline de 8 candidaturas ao H2020 para 2018.

Na área de prestação de serviços nos mercados internacionais saliento os trabalhos de apoio à recuperação do sector energético de STP, a capacitação da Eletricidade de Moçambique, a relação com a CEM e a colaboração com a H. Cahora Bassa.