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6.os NOSSos gestores

joão manso neto

Que balanço faz de 2017? Quais foram os maiores desafios?

1. O ano de 2017 foi particularmente difícil pela conjugação de dois fatores altamente desfavoráveis: (I) ano hidrológico muito abaixo da média com a consequente redução da margem das centrais hídricas em Portugal e (II) ambiente regulatório negativo também em Portugal, com decisões tomadas à revelia de critérios objetivo e sem que tivesse sido possível sequer apresentar os nossos argumentos.

Neste ambiente, os resultados da EDP acabaram por ser positivos na medida em que:

A. Por um lado, a política de diversificação e expansão para novos negócios e novas geografias confirmou a pertinência das opções tomadas ao longo dos últimos 15 anos, tendo a EDPR e a ENBR conseguido contrariar muito dos eventos desfavoráveis em Portugal;

B. A capacidade de rotação do portfólio - a venda da NGE mas também o reforço de políticas de rotação de ativos na EDPR - permitiu consolidar valor nos momentos adequados.

Que factos se destacam nas diferentes áreas de que é responsável?

Face ao quadro exposto em 1., assinalaria, no tocante às áreas que me reportam diretamente, os seguintes fatores:

A. Na EDPR o aumento muito expressivo dos resultados reportados e recorrentes o qual se alicerçou quer na continuação do crescimento em projetos sólidos, quer na manutenção de alta eficiência operacional quer anda na continuação da redução dos custos de funding, destacando-se, neste último contexto, a mobilização de mais de Usd 500M de tax equity investments nos EUA num contexto de mudança de regime fiscal. Ao nível do crescimento, será de destacar - para além de importantes vitórias em leilões no Canadá e no Brasil - a obtenção de um contrato de longo prazo no Offshore do UK que permitiu criar, também nesta tecnologia, uma massa crítica que viabilizará crescimento adicional futuro;

B. Na Unge, talvez a unidade de negócios do grupo EDP mais afetada pela crise hidrológica em Portugal, assinalaria que a política prudente de coberturas adotada permitiu minorar em mais de 30% o impacto dos supra- referidos fenómenos não controláveis;

C. A DCR conseguiu, pela seriedade dos seus trabalhos e pela postura proactiva assumida, que as posições da EDP não pudessem deixar de ser consideradas sempre que a regulação esteve disposta a manter discussões objetivas, tendo mantido todas as portas de diálogo abertas para o futuro;

D. Para além do trabalho realizado -em coordenação com a DCR e com outras áreas do Grupo - na discussão com todos os stakeholders, designadamente europeus, do novo Quadro Energético Europeu, a DPE continuou a permitir à EDP continuasse a antecipar o futuro, salientando em particular (I) a dinamização de um novo posicionamento do Grupo na área da Pobreza Energética e (ii) a reformulação da modelização de médio prazo com a endogeneização da nova capacidade renovável.