4.o NOSSo DESEMPENHO

ANÁLISE FINANCEIRA

EDP BRASIL

EBITDA

615M
+4% VS 2016

O impacto do EBITDA da EDP Brasil no resultado da EDP aumentou 4% para €615 milhões influenciado pela valorização do BRL face ao EUR. Em moeda local, o EBITDA da EDP Brasil diminuiu 5% (-R$118 milhões) para R$2.217 milhões em 2017, impactado pelo ganho de R$278M com a alienação das centrais mini-hídricas do Pantanal em 2016. Ajustado por este efeito, o EBITDA teria crescido 8% vs. 2016 (+R$161 milhões).

• O EBITDA da geração e comercialização aumentou R$91 milhões para R$1.491 milhões, reflectindo na comercialização, o impacto positivo de maiores volumes e margem; para Pecém, o registo de um ganho com o recebimento de um seguro em 2016 e o impacto negativo de PLD mais alto em termos homólogos; e na geração hídrica o impacto negativo do GSF de 82% e PLD a R$323/MWh em 2017 (vs. R$94/MWh em 2016).

• O EBITDA da distribuição aumentou R$64M para R$831M em 2017, impactado pelo crescimento da margem bruta regulada fruto das revisões tarifárias de 2016 e pelo efeito positivo da sobrecontratação, parcialmente mitigado pela impacto homólogo do ganho em 2016 decorrente da actualização do valor residual dos activos das concessões.

ANÁLISE OPERACIONAL

ACTIVIDADE DE PRODUÇÃO

• O volume de geração hídrica vendido em CAE caiu 6% face a 2016, sobretudo devido ao fim de alguns CAE na central hídrica de Peixe Angical em Janeiro de 2016.

• No Brasil, em Dezembro 2017 entrou em exploração o grupo 1 (175MW) de São Manoel (700MW, 33% EDP), em parceria com Furnas e CTG. Esta central tem entrada prevista em operação comercial para Maio de 2018.

Capacidade instalada

(GW)

2016

71%
Hídrica
29%
Carvão

2017

71%
29%

Produção Líquida

(GW)

2016

2017

Hídrica

4.448
4.004

Carvão

4.432
4.597

ACTIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO

• A energia distribuída aumentou ligeiramente em 2017 (1.1% vs. 2016). No entanto, o volume de energia vendida desceu 7% no período, traduzindo uma redução de 24% da procura no segmento de clientes regulados industrial. Ao mesmo tempo, o volume de energia distribuída aos clientes industriais no mercado livre subiu 14% vs. 2016 para 11TWh em 2017, reflectindo a migração de clientes com tarifas inteiramente reguladas para o mercado liberalizado.

• Quanto à qualidade de serviço em 2017, a EDP São Paulo obteve um DEC de 7,9 horas e um FEC de 5,0 vezes, o que corresponde, respectivamente, a uma diminuição de 12% em ambos os indicadores face ao ano 2016, em resultado, essencialmente, de condições atmosféricas mais favoráveis. A EDP Espírito Santo apresentou um DEC de 8,6 horas, ou seja, uma redução de 7% no ano, e um FEC de 5,3 vezes, menos 7% face a 2016.

2016

km de rede

91.576

Linhas de distribuição aéreas

91.337

Linhas de distribuição subterrâneas

239

eletricidade distribuída (Gwh)

24.425
2017

km de rede

91.538

Linhas de distribuição aéreas

91.293

Linhas de distribuição subterrâneas

245

eletricidade distribuída (Gwh)

24.704

ACTIVIDADE DE COMERCIALIZAÇÃO

• O número de clientes do mercado regulado subiu no ano 2%. Apesar deste aumento, o volume vendido não acompanhou esta tendência, penalizado pela migração de clientes do mercado regulado para o mercado livre e das condições climáticas mais amenas.

• No mercado livre o número de clientes subiu 24% no ano. Em termos de volume comercializado o aumento foi de 37% reflectindo melhores condições de mercado e a estratégia de gestão integrada entre as actividades de produção e comercialização.

2016

Clientes de Eletricidade

3.315.679

Cliente de mercado livre

272

Clientes de útlimo recurso

3.315.407

eletricidade comercializada (Gwh)

27.712

Energia comercializada em mercado livre

12.980

Energia comercializada em último recurso

14.731
2017

Clientes de Eletricidade

3.376.425

Cliente de mercado livre

337

Clientes de útlimo recurso

3.376.088

eletricidade comercializada (Gwh)

31.501

Energia comercializada em mercado livre

17.804

Energia comercializada em último recurso

13.697